sábado, 23 de junho de 2012

Meditações Iniciais - PARTE VI - Ampliação do Radar Psíquico

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Antes de iniciar essa meditação, busque conhecer todo o possível sobre os seres mágicos que habitam o Universo que nos são conhecidos – antigos, novos, espirituais, carnais, bons e maus... A partir disso, faça sua própria interpretação deles, descubra o que eles são e o que eles significam para você. Conheça a história dos mais importantes e falados, descubra seus pontos fracos. Acredite na existência deles, pois eles são reais. Alguns são apenas formas de se visualizar energias mágicas, outros, seres de outras dimensões ou desta mesmo, mas que são invisíveis aos olhos humanos. Lembre-se, cada ser será também aquilo que significa para você. Leve o tempo que quiser e precisar para isso. 

Através dessa meditação você poderá ver coisas que só o subconsciente reconhece, por isso você precisará de um mínimo de conhecimento prévio de seu próprio subconsciente. 

Com esse poder, você pode resolver problemas como: por que os animais estão agitado, ou as crianças? Por que a energia está carregada, fazendo pessoas chorarem ou desconcentrarem? Dentre outros. Estelle Daniels (EUA) usou esse radar para descobrir porque o local onde realizariam um ritual estava tão carregado, e descobriu uma população de gigantes ali perto. Através de seus conhecimentos desses seres ela conseguiu “conversar” e pedir um tempo para realizar seu ritual sente que a guerra, que havia entre eles, fosse retomada. 


Faça as meditações anteriores: PARTE I, PARTE II, PARTE III e PARTE IV – nesse caso será necessário e aconselhável repeti-los sempre que for realizar essa meditação. Com o temo, prática e domínio isso será possível inconscientemente. 

Visualize-se subindo na Árvore; ultrapasse o teto da sala e o telhado da casa e eleve-se alguns metros no ar. 

Estenda os sentidos (do tato, da visão, o que achar melhor) e perceba o que há para ver, ou o que era imperceptível. 

Então faça o que for melhor para todos os ocupantes do local, até os “invisíveis”.



Meditações Iniciais - PARTE V - Exercício de Visualização

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Esse é um exercício que permite instiga sua mente à Visualização, ou seja, permite ao dominador a usar sua imaginação para “ver” o mundo psíquico, e, possivelmente, interpretá-lo. 

A dominação dessa prática é essencial para as práticas de magia e adivinhação. 


Crie um ambiente relaxante, livre de perturbações e com o mínimo de iluminação possível. Envolva todos os seus sentido que puder, sem distrair-se. Sente-se em uma posição confortável. 

Coloque uma vela acesa a, aproximadamente, um metro e oitenta centímetros de distância. Olhe para a chama, concentre-se nela, familiarize-se com ela. Veja e observe atentamente tudo o que há neta chama. 

Quando sentir-se pronto, feche os olhos e continue vendo a chama, tal qual ela é, porém, agora, veja-a com o olho da mente recriando-a vivamente em sua própria mente. 

Depois de alguns minutos, abra os olhos e veja se o que esteve visualizando é o que você vê. 

Repita o processo até ver com os olhos da mente verdadeiramente a chama. Tenha disciplina, paciência, calma e concentração. 


Quando conseguir ver a chama claramente prossiga. 

Apague a vela, ou deixe-a acesa, o que te for melhor. 
Esqueça-se da chama. Torne a se concentrar e relaxe novamente, sem perder a concentração. 

Feche os olhos, acomode-se (deite-se ou fique na melhor posição em que escolher), mantenha a concentração. 

Veja a sua frente uma tela de veludo totalmente preta. Saiba que ela está aí. 

Veja um pequeno ponto amarelo aparecer no centro da tela. Observe o ponto aumentar até transformar-se em uma bola. Tome consciência de que a bola está aí. 

Veja a bola se transformar em um quadrado, e em seguida em uma estrela. Veja essas transformações. Sinta que elas estão aí. 

Torne a transformar a estrela em uma bola, depois em um ponto e veja-o desaparecer na tela preta. 

Repita as transformações do ponto até se familiarizar com elas. 

Na medida em que se tornar mais habilidoso diversifique e procure visualizar figuras cada vez mais complexas. 



- Essa capacidade de visualização é uma enorme aliada de um bruxo, e quanto mais aguçada for, mais fácil e melhor será quaisquer trabalhos mágicos, psíquicos e/ou divinatórios.



Meditações Iniciais - PARTE IV - Meditação da Árvore

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A Meditação da Árvore é uma técnica para a conexão com o centro do Universo e com o centro da Terra.  É um dos exercícios mais difíceis que gasta maior tempo para sei aprimoramento. É importante que o repita muitas e muitas vezes, e que, antes de começá-lo, entenda-se como uma parte do Cosmos, depois como o próprio Cosmos – pela lei: tudo o que existe, existe e se reflete em tudo, o cosmo existe e se reflete em si próprio, entenda e viva isso –, enfim, sinta o Cosmos sendo você. 

Essa prática pede tempo, calma, concentração e que evite interrupções. Aconselho que, nas primeiras vezes, repita os três passos anteriores antes de começar. Quando sentir-se mais seguro, comece a fazê-la diretamente, até que sinta-a inata em você, até que seja capaz de realizá-la mentalmente. 


Coloque alguma música bem relaxante, de sua preferência, em volume baixo. Escureça a sala, deixando-a na penumbra. Desligue o telefone. Fique em pé ou sente-se relaxadamente. Relaxe bem e quando sentir-se pronto comece. 



DO MUNDO EM BAIXO: 


Concentre-se na respiração da região interior do estômago colocando a mão direita sobre o estômago com o polegar tocando o umbigo. Essa é a região conhecida por Tan-Tien inferior ou Hara; essa área é onde as energias da terra e do céu se encontram e se equilibram. 

Inspire profundamente, imaginando que está “respirando força” para o Tan-Tien, até sentir-se relaxado e cheio de energia. Talvez sejam necessárias várias respirações. 

Ao expirar, visualize-se descendo psiquicamente pela espinha, desde o Tan-Tien, e chegando aos joelhos, tornozelos e solas dos pés. Inspire e relaxe. 

Ao expirar continue descendo psiquicamente ainda mais: visualize uma linha de energia saindo dos seus pés e passando por qualquer revestimento do assoalho, atravessando o assoalho, o portão, a superfície do solo, a camada rochosa, o manto da Terra, chegando ao Centro da Terra. Desça com essa linha de energia. 

Sinta e reforce essa ligação com o núcleo da Terra. Torne-a sólida, saiba que ela está aí! 



PARA O MUNDO ACIMA: 


Ao inspirar, começando novamente no Tan-Tien, visualize-se subindo psiquicamente pela espinha até o diafragma, o coração, a garganta, o centro do crânio e a coroa da cabeça. Ainda inspirando, projete-se psiquicamente através da cabeça e visualize uma linha de energia passando pelo teto da casa e atravessando o céu, o Centro do Sistema Solar e o Centro da Galáxia, até chegar ao Centro do Universo. 

Sinta e reforce sua ligação com o Universo. Torne-a sólida. Saiba que ela está aí! 

Visualize uma linha de energia desde o Centro da Terra, passando pelo Tan-Tien e chegando até o Centro do Universo. Sinta essas ligações, saiba que elas estão aí! 



DE VOLTA, ENCONTRANDO-SE E UNINDO-SE: 


Agora, visualize a energia que sobe do centro da Terra, passa por você e chega ao Centro do Universo voltando à Terra em forma de chuva. A energia que retorna penetra profundamente e alcança o Centro da Terra. Sinta novamente essa energia elevando-se, através de você, para encontrar o Centro do universo. Mais uma vez, deixe-a voltar para a Terra, até você imagina um ciclo de energia sólida que parte do Centro da Terra, passa por você, alcança o Centro do Universo e torna a voltar. 



- Esse exercício é chamado de “Árvore” porque a energia se eleva através do corpo, sobe até o Centro do Universo e volta à Terra. A árvore visualizada é, em geral, um Salgueiro que absorve as energias da Terra pelas raízes, leva-as para cima através do tronco e a distribuí pelos galhos que se estendem para o universo e em seguida tornam a pender para a Terra. 



[Continuando] Veja-se como uma árvore – como no exercício de Ancoramento e Centramento. 

Sinta a energia subindo por seu corpo, chegando aos seus galhos e voltando a Terra, para ser recolhida por suas raízes e remetida novamente ao tronco. Reforce essa energia, saiba que ela está aí! 

Agora, você é totalmente a Árvore do Mundo, e através dela você pode compartilhar energia de toda criação.



Meditações Iniciais - PARTE III - Respiração Diafragmática

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Primeiro, fique de pé, deite-se de costas ou sente-se relaxadamente com a coluna ereta. Coloque uma das mãos sobre o estômago, logo acima do umbigo, e a outra sobre o peito, a altura do coração; encoste a língua no céu da boca. 

Inspire lentamente pelo nariz. Sinta a mão do estômago elevar-se, mas procure não levantar o peito. Não queira encher os pulmões completamente, fazer o que se chama grande respiração. Apenas procure levar o ar para as camadas mais profundas dos pulmões. A isso se dá o nome de respiração profunda. 

Em seguida, contraia os lábios, como se fosse assobiar, mantendo a língua no céu da boca. Expire lentamente pela boca, pressionando o estômago com a mão. Novamente não deixe o peito subir ou descer. 

Continue respirando assim, ritmicamente. Esse padrão deve criar um ritmo agradável, mas regular, de INSPIRAÇÃO – inspire pelo nariz e dirija o ar para as camadas mais profundas dos pulmões –; RETENÇÃO – Mantenha o fôlego enquanto se sentir bem –; EXPIRAÇÃO – expire pela boca o mais suavemente possível –; RETENÇÃO – mantenha os pulmões vazios pelo tempo que conseguir. 

Repita a seqüência durante dez minutos, pelo menos. Todavia, se sentir-se mal, ou outra sensação desagradável pare o exercício por um tempo, acalme-se (se possível com o Ancoramento e Centramento) e se achar prudente, recomece. 



- Após essa prática você pode dedicar-se a atos de aproximação à magia, ao conhecimento de seu subconsciente e/ou outros que achar prudente, ou apenas fazê-lo para relaxar e possuir prática.



Meditações Iniciais - PARTE II - Exercício de Relaxamento Progressivo (E.R.P.)



Deite-se de costas, relaxadamente. Afrouxe as roupas e feche os olhos.

Inspire, e ao fazê-lo tensione o músculo citado. Expire, ao mesmo tempo que relaxa o músculo tensionado dizendo a si próprio “Relaxe”.

  • Pés: Inspire, tensione-os... Expire e relaxe 
  • Panturrilhas: Inspire, tensione-as... Expire e relaxe 
  • Coxas: Inspire, tensione-as... Expire e relaxe 
  • Quadris: Inspire, tensione-os... Expire e relaxe 
  • Estômago: Inspire, tensione-o... Expire e relaxe 
  • Peito: Inspire, tensione-o... Expire e relaxe 
  • Mãos: Inspire, tensione-as... Expire e relaxe 
  • Antebraços: Inspire, tensione-os... Expire e relaxe 
  • Bíceps: Inspire, tencione-os... Expire e relaxe 
  • Ombros: Inspire, tensione-os... Expire e relaxe 
  • Pescoço: Inspire, tensione-o... Expire e relaxe 
  • Cabeça: Inspire, tensione-a... Expire e relaxe 
  • Todo o corpo: Inspire, tensione-o... Expire e relaxe 

Ao inspirar, sinta-se elevar-se ao teto, e ao expirar sinta-se afundar sempre mais na terra. Diga a si mesmo: “Relaxe”. Repita o processo três vezes. Inspire e eleve-se, expire : afunde-se e relaxe...


- Você pode usar essa técnica para descansar após um dia ou tarefa muito cansativa, para iniciar seu dia e/ou antes de dormir. Ou se preferir pode fazê-la apenas com o intuito de relaxar-se e possuir prática.


Meditações Iniciais - PARTE I - Ancoramento e Centramento

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Sente-se em algum lugar com os pés bem apoiados no chão (preferencialmente descalços), as mãos descansando no colo e a coluna ereta. 

Faça três inalações profundas e exale lentamente. Com a saída do ar relaxe o corpo e solte s tensões. São três respirações de limpeza. 

Nessas condições de relaxamento, imagine raízes saindo de seus pés da base da sua espinha e penetrando profundamente na terra (alicerces até chegar à terra). 

Sinta-se em seu corpo, em sua pele. Sinta a gravidade mantendo-o na cadeira. À medida que as raízes crescem, sinta-se enraizado onde você se encontra, no aqui e agora, no espaço que está ocupando. 

Enquanto você se concentra no aqui e agora, a sua mente deve ficar livre de pensamentos e distrações externas. Acalme-se e relaxe mais e mais. 



- Você pode concentrar-se em um objetivo caso o prefira. Indico que após esse relaxamento inicie uma meditação pessoa na qual tentará descobrir seu verdadeiro eu, seu subconsciente. Faça isso quantas vezes achar necessário e quantas quiser. Caso não tenha nenhum objetivo em mente, faça-o apenas para praticar, relaxar e manter tudo na mais perfeita ordem. É surpreendente os resultados dessa técnica quando dominada.



Meditações Iniciais - Introdução

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Vou iniciar aqui uma série de meditações colocadas em uma ordem proposta, facilitando o controle e o autocontrole em suas conduções. Recomendo que essas meditações (colocadas com parte desse mesmo texto em várias publicações - "Meditações Iniciais") sejam seguidas na ordem proposta e que você vá passando de uma por uma apenas quando sentir que controlou as anteriores. Evidentemente, no fim do processo, você estará muito mais apto às práticas mágicas, sensações, e a desenvolver meditações maiores e mais concentradas...

Sobre a postura correta para meditar, isso será relativo. Eu, particularmente, sempre gostei de procurar a posição mais confortável para o meu corpo nos momentos mais diversos, e com isso minhas posições podem alterar; também vejo qual o princípio da meditação e tento achar a melhor posição para ela. Por isso, sinta-se livre quanto a isso.



 As meditações aqui escritas devem ser realizadas na ordem proposta, corretamente e passo-a-passo. Pois, só com a dominação do subconsciente e com a completa capacidade de autodominação pode-se realizar corretamente o ato mágico, sobretudo o ato da magia da Força do Pensamento. 

Algumas meditações pareceram simples e básicas, e despertará a vontade de pulá-las, uma vez que aparentemente já são realizadas por nossos corpos inconscientemente, outras por seu caráter de “relaxamento de academia”. Todavia deve-se realizá-la várias vezes, se possível todos os dias, até que seu resultado possa nos ser dado em uma simples concentração pessoal. Por isso, é muito importante só passar para a próxima meditação após dominada a primeira. Mesmo assim, não recomendo que se pare de realizar os primeiro passos, inclusive recomendo que de início as primeiras meditações sejam repetidas sempre que for iniciar uma mais avançada como um passo-a-passo. Mas a repetição citada em passo-a-passo é opcional, desde que já tenha dominado a meditação antecessora. 


A prática mágica é uma habilidade da Deusa, por assim dizer. Por isso, é importante que o voluntário busque conhecer o lado feminino da Natureza, sua repercussão, bem como se aproxime da Deusa ou de uma Deusa específica e a sua escolha. A aproximação e a adoração ao lado feminino não desconsidera o lado masculino, principalmente se este for as honras do voluntário. 

Lembre-se que a Terra recebe energias do Universo constantemente e muitas dessas energias são armazenadas nos limites terreno por não serem necessários seus gastos. Busque sentir essa força durante as meditações, busque se conectar com o centro do Universo e com o centro da Terra. Posteriormente será ensinada a Meditação da Árvore que lhe auxiliará nisso, mas a principio tente sentir a energia mágica que corre o mundo e que perpassa por cada molécula de seu corpo. 

Apesar de não haver uma data estritamente recomendada para as meditações, eu, particularmente, recomendo o nascer e pôr do sol, bem como as noites de lua cheia, por serem os momentos de maior índice energético sobre nosso mundo. 

Canalize as energias que lhe são natas e busque canalizar as que estão em sua volta. Mantenha a concentração, evite distrações e/ou interrupções durante as práticas. Aliene-se de sua realidade, entre em seu mundo onde os problemas da vida mundana não têm vez, onde você pode ser você e nada mais. 

Aproxime-se da natureza e de tudo o que lhe é nato, pois é a natureza que possuí o poder e nela a Deusa corre gloriosa. 

Qualquer dúvida avise-me, quando sentir que passou dos passos e que está pronto fale-me e passaremos a próxima etapa. Mas lembre-se, é importante estar pronto realmente, não é bom “dar murros em pontos de facas”. Sugiro que me conte os sentimentos a cada etapa e seu funcionamento, assim podemos juntos comparar a hora certa. 

“O caminho para a mágica é o mesmo que fazemos até nós mesmos, o amor...” (anônimo).



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terça-feira, 19 de junho de 2012

Elixir de Fogo

Ávillys d'Avalon no Festiva de Samhain em 2010 - Juiz de Fora

O Elixir de Fogo é uma receita simples e caseira que pode ser usada como combustível para acender um Caldeirão de Fogo, como de costume na bruxaria, já que o fogo é o elemento da magia.

Ele pode ser usado em quaisquer situações e em geral não oferece muitos riscos. Sua duração, por ser a base de álcool, varia de 40min a 2h de acordo com o local e o clima, mas magicamente falando pode também variar de acordo com o encanto, até mesmo apagando antes de ser totalmente consumido. O interessante dessa receita é sua versatilidade e facilidade para ser limpada, não costuma deixar o caldeirão muito sujo ao contrário das receitas a base de cera de vela.

Sobre o Caldeirão de Fogo, tome cuidado apenas com o fato dele ser ou não tripé. O ideal é sempre o tripé, pois ele pode ser colocado sobre a grande maioria dos pisos sem oferecer riscos ou manchas. Já um caldeirão de fundo reto, você precisará de cuidados ao colocá-los diretamente sobre o piso (é recomendado isolá-lo com uma ou mais pedras), pois ele pode manchar ou até mesmo estourar o piso devido ao calor.

Sobre a receita, as essências e a erva utilizada podem ser trocadas de acordo com o uso para o qual o elixir será destinado. Passarei abaixo a receita original, mas você pode intervi-la, tipo, utilizar alfazema no lugar da arruda em um encanto de pedidos. Paralelo, você deve colocar as quantidades de materiais conforme sua intuição, só tente manter fixa a quantidade de fermento, pois em excesso ele pode tirar a combustão do fogo. Por fim, você pode usar o elixir de pouco em pouco ou tudo de uma vez. Só não reabasteça o caldeirão enquanto ele estiver aceso, espere ele apagar completamente para evitar acidentes. Outra dica é, evite apagar o elixir (caso seja preciso apagá-lo antes) com água, pode não dar certo e virar um problema. Sempre que possível, prefira abafar bem o caldeirão com uma tampa.


Vamos a receita!

Ingredientes:


  • 1 litro de álcool líquido (com a maior porcentagem de álcool possível, se conseguir o absoluto melhor);
  • 1 colher de chá de fermento biológico;
  • de 10 a 15g de arruda (ou outra erva qualquer, recomendo muito a losna (artemisia absinthium);
  • Essência de Absinto a gosto
  • Essência de Rosas a gosto
  • Essência se Sândalo a gosto


Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes em um recipiente (pode ser no próprio litro de álcool se quiser), e deixe curtir por pelo menos 3 horas. Você pode fazer elixires pensando em usos futuros, pois quanto mais curtido melhor e mais poderoso.

Modo de uso:

Despeje a quantidade desejada no caldeirão e acenda com um fósforo.
  • Não deixe essa mistura próxima do calor e do fogo, é flamejante e combustível, guarde com cuidado e longe do alcance de crianças!
  • Não reabasteça o caldeirão enquanto ele ainda estiver aceso. Antes de reabastecer, certifique-se de que eles está totalmente apagado, sem nenhuma brasa;
  • Evite jogar água para apagar esse fogo, sempre que possível e for necessário apagá-lo, abafe-o com uma tampa;
  • Na limpeza, limpe normalmente o caldeirão, conforme seu costume.



FAÇA BOM USO!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ritual Pagão abre oficialmente atividades da Cúpula dos Povos na Rio+20

Essa postagem não é de minha autoria, já deixando claro. É uma notícia totalmente retirada do site da UWB (União Wicca do Brasil) que eu gostaria de compartilhar com todos e divulgar, já que considero isso um ganho para nossa luta pelo reconhecimento do Paganismo no Brasil além de uma prova de que nós, (neo)pagãos, nos fazemos presentes, atuantes e destemidos; mostrando também irmandade e igualdade com outros movimentos religiosos, em nosso desejo de celebrarmos nossa liberdade de escolha, respeitando as demais.

Assim, com esse recorte, eu também gostaria de parabenizar ao Presidente da UWB, Sacerdote Og Sperle, pelo brilhante trabalho e honra a todos nós (e a muitos outros) prestado.

Se for de sua escolha, pode acompanhar essa reportagem diretamente no site da UWB.

Ávillys d'Avalon, Mundi Tempus.

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Nesta sexta-feira (15/06), no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, ocorreu a abertura oficial do complexo de tendas chamado “Religiões por Direitos”. Este espaço faz parte do território da Cúpula dos Povos na Rio+20.
Como abertura do evento, estava previsto um culto interreligioso com a participação de três religiões, e a Wicca era uma delas, sendo que, ao chegar a hora da abertura, apenas o sacerdote Og Sperle, presidente da União Wicca do Brasil estava presente no local, ficando com a responsabilidade de realizar o ritual de abertura dos diálogos interreligiosos na Rio+20.
Para os presentes no local, houve um certo espanto ao saberem que teriam um bruxo a realizar o “culto” de abertura do evento, sendo que, mais intrigados ficaram quando o sacerdote Og Sperle começou a litania, visto que a mesma teve o enfoque wiccano, com a abertura do círculo e dos quadrantes “portais”.
No mais, o rito seguiu por uma linha pagã, e não propriamente wiccana, isso ficou bem evidente quando o sacerdote cantou a música “Irmãos da Lua” de Renato Teixeira, momento que emocionou os presentes.

Outro momento marcante foi quando o sacerdote Og Sperle convidou duas lideranças religiosas que estavam presentes no público para subirem ao palco, o representante da igreja Anglicana, Rev. Daniel Rangel e a Sra. Édna dos Santos, do Kardecismo, que juntos finalizaram cantando uma música de Milton Nascimento e Chico Buarque chamada “Cio da Terra”.
O espaço "Religiões por Direitos" tem por finalidade garantir a visibilidade e participação de organismos, expressões e grupos religiosos na Cúpula dos Povos na Rio+20.
Como pano de fundo comum, lideranças convidadas, das diversas expressões religiosas do país, estarão do dia dos dias 15 ao 22 de junho, se esforçando para promover os Direitos Humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais). Essa presença interreligiosa tem por objetivo, a construção de uma agenda de eventos que estarão acontecendo durante a Cúpula dos Povos em torno dos seguintes temas principais:
a) Soberania alimentar
b) Mudanças climáticas
c) Juventude e justiça ambiental
d) Novos paradigmas e desenvolvimento sustentável
e) Povos tradicionais de terreiros
f) Paz, conflitos religiosos e bens comuns

[Texto escrito pelo Departamento de Comunicação da UWB]

Hecate - Parte III - Resumindo e Detalhando

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[Acompanhe as postagens anteriores sobre essa Deusa: Parte I e Parte II]

MITOLOGIA:

Hécate, a misteriosa Deusa das Trevas e protectora de todos os Bruxos, é a personificação da lua e do lado escuro do princípio feminino. Seu nome é grego e significa "aquela que tem êxito de longe", o que a liga a Diana (Ártemis), a virgem caçadora da lua.

Na mitologia, Hécate era filha dos titãs Perses e Asteria, e acreditava-se que vagava pela terra e assombra­va as encruzilhadas nas noites sem lua com uma matilha de cães fantasmagóricos e uivantes.

Como Diana, Hécate pertence à classe das deidades portadoras de archote, sendo retratada portando um, afim de se ajustar à crença de que era a deusa lunar noturna e poderosa caçadora que conhecia seu caminho no reino dos espíritos. Controlava as fases de nascimento, vida e morte, e dizia-se que os poderes secretos da Natureza estavam sob seu comando.

Embora os cães fossem os animais mais sagrados para ela, Hécate estava associada às lebres na antiga Grécia, como a sua equivalente germânica, a deusa lunar Harek.

(A lebre, de acordo com uma série de hieróglifos egípcios, é um "sinal determinador que define o conceito do ser, e simboliza, em consequência, a existência elementar. Para os antigos chineses, a lebre era tida como animal de augúrio, e dizia-se que vivia na lua.)

Na arte, Hécate é muitas vezes representada como uma mulher com três cabeças, com serpentes sibilantes entrelaçadas em seu pescoço.

Por essa razão, ela é chama­da de Triforme —símbolo que pode estar ligado aos três níveis. Nascimento, Vida e Morte (representando o Passa­do, o Presente e o Futuro) e à trindade da Deusa Tripla: Virgem, Mãe e Anciã.

Hécate é uma poderosa deidade lunar, e todos os rituais realizados em sua honra devem ser feitos:

- à meia-noite,
- em noites sem lua
- ou ao nascer da lua do dia 13 de Agosto, o principal festival pagão de Hecate.

Hécate é uma das deusas Greco-Romanas simultaneamente mais temida e admirada. Hécate é uma deusa lunar, um pouco á imagem da temida Lilith. Como todas Deusas lunares, Hécate encontra-se profundamente ligada ao mundo da magia, do oculto, da bruxaria, dos mais profundos segredos. Hécate é a Deusa das bruxas, e simultaneamente a Deusa que vem a este mundo recolher almas para as conduzir ao abismo do reino dos mortos. Trata-se por isso de uma Deusa a que cabe um papel privilegiado na «ponte» entre o mundo dos vivos, e o mundo dos mortos, entre o nosso mundo físico e o mundo dos espíritos.

Hécate é a Deusa das encruzilhadas, onde lhe eram dedicadas oferendas e sacrifícios: bodes negros, caes negros ou gatos negros eram-lhe oferendados no decurso de rituais de adoração, ou de feitiçarias. Hécate pode incorporar numa lindíssima mulher de longos cabelos negros, e pode ser uma amante incomparavel. Contudo a sua fúria e o seu poder sao temiveis, e perante Hécate todo o respeito é pouco para garantir a sua ajuda. Dizem as lendas que Hécate tambem podia assumir a forma de um majestoso lobo negro, ou de um belo cão preto.

As estátuas existentes nas encruzilhadas onde Hécate era venerada e as bruxarias eram executadas, chamavam-se «hecateias», e constavam na fugira de uma lindíssima mulher com tres faces, ou tres belos corpos feminino unidos num só. Hecate permite a operação de tarefas místicas essencialmente atraves de processo de meditação. Atraves desse processo, no silencio de uma meditaçao e atraves do aprofundamento dos nossos sentidos, pensamentos e forças espirituais, é que Hécate reside e abre portas ao mundo magico.

Como deusa lunar que é, Hécate também opera a nivel dos sentidos, aguçando-os, excitando-os, fazendo com que a carnalidade e o prazer se tornem uma poderosa chave de concretização de processos misticos poderosos. Hécate reina na terra, (onde vem buscar as almas dos mortos, conduzindo-as para o submundo), no céu, (onde viaja atraves do luar), e do mar, (onde se enebria com os prazeres do amor), pelo que é denominada a Deusa Tríplice. 



Hécate, Deusa das Bruxas
Deusa de toda a Magia
AS TRÊS FACES DE HÉCATE

Hécate é o arquétipo mais incompreendido da mitologia grega. Ela é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo. Hécate é, portanto, uma Deusa lunar por excelência e sua presença é sentida nas três fases lunares.

A Lua Nova pressupõe a face oculta de Hécate, a Lua Cheia vai sendo aos poucos sombreada pelo seu lado escuro, revelando o aspecto negativo da Mãe. E a Lua Minguante revela seu aspecto luminoso. É preciso morrer para renascer.

Esta Deusa ainda permanece com o estigma de ser uma figura do mal. Essa percepção foi particularmente consolidada na psique ocidental durante o período medieval, quando a igreja organizada projetou este arquétipo em simplórias pessoas pagãs do campo que seguiam seus antigos costumes e habilidades populares ligados a fertilidade. Estes indivíduos eram considerados malévolos adoradores do “demônio”. Hécate era então, a Deusa das bruxas, Padroeira do aspecto virago, mas nos é impossível termos uma imagem clara do que realmente acontecia devido às projeções distorcidas, aos medos íntimos e inseguranças espirituais destes sacerdotes e confessores cristãos.

Em épocas primeiras, antes do patriarcado ter se estabelecido, é mais fácil descobrir a essência interior do arquétipo Hécate e relacionar-se com ele. Hécate está vinculada com as trevas e com o lado escuro do Lua. A Lua, na verdade, não possui luz própria. A luz que se projeta na Lua é a luz solar. Logo, a Lua Cheia é a Lua vista pela luz do Sol. A Lua Nova Negra é, portanto, a verdadeira face da Lua.

Hécate costuma ser considerada uma Deusa lunar tríplice: Ártemis (Diana), a virgem, personificava a Lua Crescente que renascia; Hécate personifica a escura Lua Nova,  Selene ou Deméter (Ceres) eram a Lua Cheia e Perséfone (Prosérpina) era a Lua Minguante como Rainha do Tártaro. Ou, como as forças da Lua em vários reinos: Selene no Céu, Ártemis na Terra e Perséfone no Mundo Inferior, totalizando Hécate.

Sófocles retrata a Ártemis a imagem e semelhança de Hécate, quando a denomina a "flecheira dos cervos, a que porta uma tocha em cada mão". Em Áulide havia duas estátuas de pedra de Ártemis, uma com arco e flecha e outra com tochas. Parece como se a Deusa originária da lua contivesse o aspecto escuro e luminoso em uma só unidade.

Hécate seria uma projeção de Ártemis, pois a luz pressupõe a sombra. O lado visível da Lua, o lado de Ártemis, que reflete a vida em pleno vigor, pressupõe o lado de Hécate, o lado oculto da lua, o lado da sombra e da morte; a polaridade negativa, o impedimento para a realização, o lado inconsciente.

O perigo que pode ocorrer quando esse lado sombrio se constela é o de que a energia psíquica seja posta a serviço da morte e da doença.

Hécate, Rainha da Noite, como a chama a poetisa Safo, leva uma diadema brilhante e duas tochas ardentes nas mãos, olhos resplandecentes da escuridão. Talvez se trate de uma imagem da intuição que presente à forma das coisas, mas que todavia, é invisível. Isso explicaria por que, junto com Hermes, deus da imaginação, é guardiã das cruzes dos caminhos, onde não se sabe qual é a direção "correta". Seus companheiros eram os cães, animais que seguem uma rastro "cegamente". Nos lembra o chacal Anubis do submundo egípcio, que podia distinguir o bom do mal, e o Cérbero, o cão de três cabeças que guardava as portas do submundo da antiga Grécia.

Hécate nos revela, os caminhos mais escondidos e secretos do inconsciente, os sonhos guardados, o lado dos desejos mais ocultos. A Lua Crescente, com suas fases clara e escura, também nos sugere esse domínio do feminino.

O lado de Hécate ainda, traz um potencial para a fertilização, desde que seja encaminhado para este fim. A doença pode ser uma via para a saúde e a morte para servir de adubo para a vida.

O feminino tem um movimento livre dentro do reino oculto. O terreno da magia pertence ao feminino. O masculino está ligado aos aspectos mais claros, mais visíveis, mais objetivos. O campo de ação da ciência pertence ao reino masculino.

Hécate é a Deusa que pode conduzir aos caminhos mais difíceis e perigosos, aos abismos e às encruzilhadas da própria psique. A sua função é de guia dentro do reino oculto da alma.

A Terra é o grande inconsciente uterino de onde brota toda a semente. É também o lugar para onde tudo retornará. Nesse inconsciente crônico a vida e a morte coexistem em um mesmo processo cíclico. Deste modo, o "ser" e o "não ser" podem viver sem conflito.

Hécate é uma antiga Deusa de estrato pré-grego de mitos. Os gregos tiveram dificuldade em enquadrá-la em seu esquema de Deuses, mas terminaram por vê-la como filha dos titãs Perseus e Astéria, Noite Estrelada, que era irmã de Leto, que por sua vez, era mãe de Ártemis e Apolo. A avó de Hécate era Febe, uma anciã titã que personificava a Lua. Dizia-se que Hécate seria uma reaparição de Febe, e portanto uma Deusa Lunar, que se manifestava na lua escura.

Outras tradições tomaram-na por uma Deusa mais primal, fazendo dela irmã de Erebo e de Nix (a Noite).

Zeus deu-lhe um lugar especial entre os Deuses, porque, embora ela não fosse membro do grupo olímpico, permitiu-lhe o domínio sobre o Céu, a Terra e o Mundo Inferior. Ela é, pois, a doadora da riqueza e de todas as bênçãos da vida cotidiana.

Na esfera humana, cabia-lhe presidir os três grandes mistérios do nascimento, da vida e da morte. Seu nome significa "a distante, a remota", sendo ela vista como protetora dos lugares remotos, guardiã das estradas e dos caminhos.

Seu aspecto tríplice tornava-a especialmente presente nas encruzilhadas, ou seja, na convergência de três caminhos. Nesses locais, os gregos podiam encontrar-se com facilidade com Hécate, razão por que os consideravam sagrados, erigindo aí com freqüência estátuas tricéfalas chamadas Hecatéias. Também deixavam oferendas do seu alimento ritual, o "almoço de Hécate", nessas encruzilhadas durante seus festivais especiais.

Os três símbolos sagrados de Hécate são:

- a Chave, por ser ela carcereira do Mundo Inferior;
- o Chicote, que revela o seu lado punitivo e seu papel de condutora das almas;
- e o Punhal, símbolo de seu poder espiritual, que mais tarde tornou-se o Athame das bruxas.

Todos os animais selvagens eram consagrados à Hécate e por isso, foi mostrada muitas vezes com três cabeças de animais: o cão, a serpente e o leão, ou alternadamente, o cão, o cavalo e o urso. Seus animais mais conhecidos são entretanto, o cão e o lobo.

O cipreste era a árvore sagrada da Deusa.

Na mitologia grega, Hécate, como representação da Lua Escura, aparece sempre acompanhada por cães que ladram. Como Deusa Tríplice, podia aparecer na representação de um cão com três cabeças (cão da lua), para lembrar de que em eras passadas ela própria era o cão da lua. Sua qualidade trina é representada também em estátuas posteriores, onde aparece como mulher tripla. Freqüentemente carregava consigo o cão que ela própria havia sido, ou uma tocha, emblema lunar, que é seu poder de fertilidade e seu dom especial.

No Submundo, ou Mundo Inferior, Hécate é a carcereira e condutora das almas, a Pritânia, a "Rainha Invisível" dos Mortos. Tendo passado por Cérbero, o cão tricéfalo, e tendo sido julgadas pelos três Juízes dos Mortos (Minos, Radamando e Éaco), as almas devem chegar às encruzilhadas tríplices do Inferno. Nesse ponto, Hécate envia ao reino para o qual foram julgadas adequadas: para as campinas do Asfódelo, para o Tártaro ou para os Campos Elíseos.

Como aspecto de Deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas das mãos e as solas dos pés com hena.

Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no Golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Hécate está associada a cura, profecias, visões, magia, Lua Nova, magia negra, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.



HÉCATE: PADROEIRA DAS BRUXAS

A Deusa Hécate, segundo algumas versões, recebeu o título de "Rainha dos Fantasmas" e "Deusa das Feiticeiras". Para protegerem-se, os gregos colocavam estátuas da Deusa na entrada das cidades e nas portas das casas.

Medéia, que era uma de suas sacerdotisas, praticava bruxaria para manipular com destreza ervas mágicas e venenos, e ainda, para poder deter o curso dos rios e comprovar as trajetórias das estrelas e da lua.

Como Deusa Feiticeira tinha cães fantasmas como servos fiéis ao seu lado.

Há um grande números de bruxas que, ainda hoje, são devotas de Hécate, pois se sentem atraídas pelos aspectos escuros da Deusa.

Hécate, como Anciã e Deusa da Lua Escura, compreende o "poder do silêncio". Muitas viagens espirituais incluem um período de muita meditação e silêncio. É essencial praticarmos o silêncio em nossos rituais e meditações, pois só o silêncio abre as portas da consciência universal.

Foi a Deusa Hécate que introduziu o alho como amuleto de proteção contra inimigos, roubo, mau tempo e enfermidades. Todos os anos, a meia-noite do dia 13 de Agosto (Noite do Festival de Hécate), deve-se depositar cabeças de alho em encruzilhadas como oferenda de sacrifício em nome de Hécate.



HÉCATE HOJE

Hoje podemos nos relacionar com Hécate como uma figura guardiã do nosso inconsciente, que tem nas mãos a chave dos reinos sombrios que há dentro de nós e que traz as tochas para iluminar nosso caminho para as profundezas de nosso interior.

Nossa civilização patriarcal talvez tenha nos ensinado a temer esta figura, mas se confiarmos em suas energias antigas, encontraremos nela uma gentil guardiã.

Ela está presente em todas as encruzilhadas que existem em todos os níveis do nosso ser, manifestando-se como espírito, alma e corpo. Devemos reconhecer que a imagem terrível, tenebrosa e horrenda de Hécate é um mero registro do medo inconsciente do feminino que os homens, imersos em um patriarcado unilateral, projetaram ao longo de milênios nesse arquétipo.

Temos que encarar nossa Hécate interior, estabelecermos uma relação com ela e, confiando na sua assistência, permitir a nós mesmos o desenvolvimento de uma percepção desse rico reino do nosso Mundo Inferior Pessoal. Somente por meio dessa atitude poderemos nos tornar seres integrados, capazes de lidar com as polaridades sem projetar de imediato dualismos.

Ao passar por uma encruzilhada, você irá se deparar com Hécate e ela dirá que nossas vidas são feitas de escolhas. Não existem escolhas certas ou erradas, mas sim, somente escolhas. Independente do que escolher, a experiência, por si só, já é algo valioso. Hécate insiste para que não tenhamos medo do desconhecido. Os desafios apresentados precisam de um salto de fé da pessoa que faz a escolha. Confie que será capaz de fazer uma escolha quando chegar a hora. Conceda-se tempo e espaço, nunca se censure ou se culpe, apenas faça sua escolha.



ORAÇÕES A HÉCATE

(1)

"Hécate Eu Sou
Hécate eu sou, Mãe Negra, a Anciã.
Meu rosto é enrugado como uma pedra idosa.
Meus olhos são pretos como o breu, meus cabelos brancos como a neve.
Eu sou a noite escura sem lua.
Eu guio pelo lugar da Caçada Selvagem com meu poder negro
Pelo inverno à meia-noite
Meu reino começa na noite do Samhain
E dura até o dia da Luz de Imbolc.
Para as bruxas, eu sou sua Rainha divina
Sua líder, pelos séculos
Eu as ensino o poder mágico extremamente forte
Eu as ensino a diferenciar o certo do errado.
Mas se elas fazem o que é errado minha fúria, as farão pagar por isso
E minha vingança fará com que seus destinos na Terra fiquem marcados.
Porque eu sou a Justiça, eu sou a Morte, eu sou a vingança, Lua Negra
Eu sou a sabedoria e o Amor e a condenação do Mal.
Eu guardo todas as encruzilhadas de todos os lugares
Quem viaja com o mal deve tomar cuidado!
Eu tiro-lhes a alma e faço com que fiquem insanos
Para que nunca mais tenham a sorte de cruzar meu caminho novamente.
Eu sou terrível, gentil e implacável.
O que você vê em mim é você mesmo.
Quando sua hora chegar, eu o chamarei para junto de mim
Para passar pelo lugar da Caçada Selvagem até seu renascimento.
Então venha, minha Filha Bruxa
Siga meu caminho
Do poder mágico, não tenha medo de minha fúria.
Se você tiver coragem, será minha sacerdotisa
A escolha é sua, o que você escolher acontecerá."


(2)

“Ó Poderosa Hécate,
Faça com que o círculo nunca seja quebrado,
Faça com que a terra esteja sempre firme,
Faça com que o vento seja sempre constante,
Faça com que o mar esteja sempre agitado,
Faça com que o fogo nunca se apague,
e sua luz mostre o caminho.
Hécate!
Faça-se sempre viva em minha alma.”


(3) Cântico de Hécate, por Wendy Rule:

Gone are the leaves on the Hecate trees
Shed to the wind till her skeleton claws the sky
I am alone in a forest of memory
Dragging behind me the howl of the winter

Hecate
Hecate
Hecate

Tradução:
[Longe vão as folhas das árvores de Hecate 
Do galpão para o vento até seu esqueleto nas garras do céu 
Estou sozinho em uma floresta de memória 
Arrastando atrás de mim o uivo do inverno 

Hécate 
Hécate 
Hécate]

[Música Hecate, de Wendy Rule]

domingo, 17 de junho de 2012

Hecate - Parte II - As Origens

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Hekat, divindade egípcia simbolizada por uma mulher com cabeça de rã, é uma Deusa primordial. Aquela que surgiu no início dos tempos, na criação, e que fez parte dessa mesma criação. É a senhora dos pântanos, dos lagos, da gestação (da lama primordial (união da terra e da água), e por isso das águas uterinas. A rã é uma figura representativa de fertilidade e abundância, encontrada não só na mitologia egípcia, mas amplamente em muitas outras. Ela é a grande parteira, a que dá à luz e abençoa a gestação. Simultaneamente, tal como a rã, representa também a terra, o útero e sepultura de todos os seres. Assim, é a senhora das passagens (encruzilhadas), a que traz a vida, a morte, as transformações. A curandeira, a que, tal como a água e a terra regenera, cura, e transmuta a vida em morte e a morte em vida.

Estes ciclos são não apenas físicos, mas psíquicos. Ela mergulha para dentro do pântano, levando-nos com ela, até à suavidade da lama, à escuridão profunda das águas. Aí, deixamos partir e transformar-se o que tem de morrer, e renascemos, dando à luz novos aspectos de nós mesmos, regressando à superfície em flor, como o lótus enraizado no fundo do lago, alimentando-se desta mesma lama e escuridão, e que surge luminoso, aberto e perfumado à superfície das águas. Ela é a senhora da Magia, a grande sábia, que vê além do visível, é, por isso, e uma vez mais ligado ao elemento água, a senhora dos sonhos, do subconsciente e das emoções profundas. No entanto, ela é clarividente, ela vê simultaneamente o visível e o invisível, e é desta supra percepção que ela concede a sua bênção, muitas vezes da forma menos e evidente, mas com sentido mais profundo.

Hécate, como é chamada mais tarde na Samo-Trácia, torna-se nesta zona uma grande deusa, com todas as características anteriormente referidas excepto a cabeça de rã. Aqui, ela é simbolizada pela Lua, a Terra e a noite primordial onde tudo tem origem e a onde tudo regressa. Esta noite primordial é muitas vezes mencionada em várias tradições de meditação, que se referem ao ser humano e à existência como a noite por onde passam planetas, astros, noites e dias, mas que se mantém a íntegra essência, para além e na origem de todas as coisas.


Na Grécia, Hécate é a Deusa-Tríplice Lunar, incorporando as características de Virgem (quarto crescente), Mãe (Lua Cheia) e Anciã (minguante). Surge assim associada a Artémis (quarto crescente, a caçadora, a que alivia as dores, a justiceira, a parteira), Selene (a Lua cheia, a Mãe, a que dá à luz, nutre e cuida). Das três apenas Artémis era uma Deusa principal.

Hécate surge também ligada a Perséfone (virgem) e Deméter (Mãe). Apesar de ser, por fim, associada como o resultado da Trindade Ártemis (Jovem), Deméter (Mãe) e Perséfone (Anciã - não pela idade, mas pela condição de Rainha do Tártaro).

Perséfone é a amada filha de Deméter. Enquanto colhia flores num prado, a jovem donzela é raptada por Hades, senhor do sub mundo, que a mantém secretamente cativa, levando a que sua mãe, Deméter, deambule em desespero por toda a Terra. Senhora dos cereais e alimento, a grande mãe Deméter, mortificada pela sua tristeza, priva todos os seres de alimento, uma vez que nada mais nasce da terra. Hécate auxilia então Deméter, pois sendo a sábia, ela é a testemunha, ela observa tudo o que acontece, e a partir desta contemplação, ela aconselha, e a acção acontece. Assim, Deméter sabe por Hécate o sucedido a Perséfone. Zeus, que havia autorizado este rapto a seu irmão, decide então interferir uma vez que a privação de alimento aos seres vivos se torna insuportável. É feito um julgamento no Olimpo, onde é decidido que Perséfone pode regressar para junto de sua mãe, desde que não tenha ingerido nenhum alimento nos infernos. Porém, Perséfone comeu alguns bagos de romã (fruto associado às travessias do espírito), e assim, passa duas partes do ano à superfície, junto da Mãe (quando a terra floresce), e duas partes no sub mundo, junto de Hades, que se torna seu esposo (quando a terra cessa de florescer e aguarda).

Apesar de ser uma presença bastante secundária e apenas referenciada, neste mito, encontramos a essência de Hécate, tal como foi cultuada previamente na Trácia. Ela é aquela que atravessa o sub mundo. Este reino representa a escuridão, as trevas, é o reino da morte e dos mortos, dos nossos instintos básicos, sonhos, comportamentos inconscientes, o reino das experiências dolorosas, das dúvidas, mas também o reino da escuridão profundamente transformadora, como a escuridão do ventre que gera a vida. Assim, Perséfone, a partir das suas experiências de dor, torna-se a guia, a que orienta e aconselha aqueles que fazem a sua travessia pelo sub mundo. Deste modo, deixa de ser virgem e passa a ser simultaneamente a Mãe e a anciã.

«A mãe dá à luz a filha, e a filha dá à luz a Mãe». Perséfone cresce, amadurece, e liberta a sua mãe do elo de dependência e apego que as unia, libertando-se simultaneamente a si mesma. Ambas entram numa nova fase de vida psíquica Em algumas versões do mito, Perséfone desce ao sub mundo gritando e em pranto, mas antes de regressar à superfície aceita de livre vontade comer alguns bagos de romã garantindo assim o seu regresso. Através desta experiência violenta, ambas entram numa nova fase de vida psíquica, mudando de arquétipo. Isto é o que acontece durante a adolescência, quando o mundo interior se mostra, levando a jovem a ter perspectivas de vida diferentes das anteriores e impondo o derradeiro corte do “cordão umbilical” de forma muito definitiva. Frequentemente, é um processo simultaneamente doloroso para a Mãe e para a filha (o), mas também muito necessário, uma vez que ambas se tornam independentes e a relação pode evoluir num sentido de partilha e amizade. Muitas vezes, Demeteres obstinadas recusam este processo, e Perséfones frágeis vivem esta fase de trevas por um longo periódo que pode prolongar-se indefinidamente pela vida adulta.

O arquétipo da Mãe não se refere somente a maternidade física, mas também à mulher que cura, que transforma. O arquétipo da Mãe pode ser o de mulheres artistas, cujos filhos são as suas obras de arte, de médicas e enfermeiras, que dedicam a vida a curar os outros, de místicas, ou de qualquer mulher que apoie e guie os outro directa ou indirectamente. O arquétipo da mística e da artista cruzam-se também com os da virgem e da anciã, uma vez que exploram territórios virgens de si mesmas, e criam através desta experiência, abrindo as portas da percepção, oferecendo orientação de forma directa ou indirecta, a partir das suas acções ou pela inspiração que as suas obras despertam. Frequentemente, são mulheres solitárias, viajando, tal como faz a anciã, pelos terrenos mais inóspitos da psyche, compreendendo a sua natureza, e permitindo que os ciclos de renovação tenham lugar.

Nesta passagem, Perséfone torna-se madura e sábia, deixa de ser a vítima e passa a ser a testemunha, a que observa e auxilia, e é ela quem orienta as almas dos mortos e perdidos (desde os que passam por uma fase de transição nas suas vidas, até dissidentes e criminosos), tornando-se Hecate. Na verdade, estas três deusas são uma apenas, tal como a lua tem quatro fases, sendo apenas uma. A quarta fase da Lua é a lua oculta, e por isso não presente no mito, a fase negra e secreta onde se dá a transformação da vida em morte e da morte em vida.

Hécate é, por isso, a senhora das encruzilhadas. Ela tem três reinos, a todos conhece mas não domina nenhum (na mitologia grega estes reinos são posse de figuras masculinas, uma adulteração do mito trácio original) : os céus, a terra e o sub mundo, ou a terra, o oceano (que representa o submundo, uma vez que é o reino das emoções, sonhos e inconsciente) e os céus. Ela está para além da posse ou do ego, ela é a sábia, a anciã, a senhora do visível e do invisível (Magia e profecia), o útero, a sepultura, a alquimia. Ela é a Mãe Negra (sub mundo, conhecimento profundo, magia), a Mãe Vermelha (passagens, mistérios do sangue, parteira), e a Mãe Branca (sabedoria, pureza, compaixão). Ela aguarda na encruzilhada e observa: três vias, o passado, o presente, e o futuro. Ela não se precipita, fica na encruzilhada e observa, o tempo que for preciso, até uma direcção ser tomada. Ela não escolhe a direcção, nós escolhemos. Ela oferece apenas a sua sabedoria e profunda visão. Sendo a testemunha, aquela que observa, ela é muitas vezes invisível, representando a unidade invisível, para além de todas as coisas e acções, e a sua parte essencial (a definição de Tao).

É frequentemente representada com uma reluzente cabeleira de estrelas, com a Lua ornando-lhe a fronte, ou com a capa negra da noite. È por vezes representada pela figura da velha caminhante, disfarçada na figura da mendiga que percorre caminhos (peregrina). Surge também representada com três cabeças e três pares de braços, cada cabeça olhando numa direcção diferente, segurando nos braços três tochas, uma chave, uma corda e um punhal. Representando a clarividência, a que ilumina e observa em todas as direcções, a que abre e atravessa todas as portas, o cordão umbilical, a parteira, mãe, e senhora da ressurreição e regeneração, e a faca, o poder ritual, a capacidade de pôr fim, de ver para além das ilusões. Surge associada a duas combinações de três animais: o cão, a serpente e o leão, bem como o cão, o cavalo e o urso. Surge também associada à rã, à coruja e ao lobo. É o arquétipo de La Loba, da osseira, da trapeira, que recolhe ossos e trapos reconstruindo-os para voltar a dar-lhes vida.

As suas árvores são o teixo, o amieiro, o choupo e o cipreste, as suas ervas alfazema, arruda e artemísia. Estas plantas são associadas a Hécate enquanto senhora dos portões entre o mundo dos vivos e o mundo subterrâneo das sombras. O teixo e o cipreste estão associados à imortalidade, intemporalidade e eterna juventude, sendo a morte encarada como passagem transformadora e não fim assustador e definitivo (esta significação tem origem na própria terra que dá vida, dá a morte e transforma os frutos caídos em alimento, fazendo renascer as sementes que guardam no seu núcleo). A alfazema está associada à transformação e cura, a arruda à purificação e transmutação, a artemísia á purificação, clarividência, sonhos e profecia.

Hécate é uma das figuras mais ignoradas na mitologia grega, onde surge apenas mencionada nos mitos de Perséfone e Deméter. É uma das figuras posteriormente mais incompreendidas e negativizadas. Com a implementação do patriarcado, passou de sábia bruxa a feiticeira temida, de anciã a velha assombrosa. A morte transformou-se de passagem natural em algo de temido, o sub mundo dos sonhos e experiência emocionais tornou-se um inferno incandescente. Os seus poderes mágicos, associados à profunda manifestação da espiritualidade, ciclos e sabedoria feminina, bem como a conexão com a terra e ciclos da natureza foram oprimidos, condenados e suprimidos. O lobo passou a ser um animal demoníaco, a serpente tentou Eva, e é esmagada sob os pés de vários santos cristãos, “grande cadela”, um dos seus epítetos, passou a ser um insulto feroz. As parteiras forma gradualmente desaparecendo, sendo milhares de mulheres queimadas nas fogueiras pelos seus conhecimentos, e ainda hoje a parteira é alvo da desconfiança geral. A anciã tornou-se a velha, a mulher na terceira fase da vida, sendo inútil ou louca. Na sociedade actual, frequentemente, a velha não tem lugar, está a mais. A virgem passou a ser a única figura feminina louvada, sendo a concepção e o sexo, outrora supremamente sagrado, tidos como pecados, sendo a mulher o seu veículo maior. O corpo redondo da mãe e experiente da velha tornou-se anti estético. A Magia, manifestação e vivência da espiritualidade feminina individual ou em grupo, com ou sem doutrina específica definida tornou-se alvo de temor, e consequente perseguição.

Outro aspecto de Hécate que a tornou temida nas sociedades patriarcais, é o facto de ser uma Deusa viajante e sem consorte, independente, íntegra, sábia mas sem nenhum relacionamento com a figura masculina.

Hoje, assistimos ao ressurgimento de Hécate, a partir de muitas gerações de activistas femininas que tornaram possível afirmarmos actualmente que não somos feministas. A sua acção foi extremista, mas extremamente necessária para a liberdade que hoje temos, e que toma sentidos crescentemente mais profundos. Resgatamos a Lua que nos inspira, a terra que pisamos, os ciclos que vivemos. A glorificação das nossas experiências e do nosso mundo interior manifestado de forma livre e sábia.

sábado, 16 de junho de 2012

Hecate - Parte I - A Deusa do Destino

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Estou aqui iniciando uma série de textos (a princípio três) a respeito da Deusa Hécate. Uma Deusa greco-romana e ainda mais antiga que isso, remontando suas origens ao Egito. Considerada Deusa da noite, da morte, da destruição e do destino, Hécate vem sendo reverenciada e temida por muitos séculos e, apesar de muitos bruxos terem certo receio a seu respeito (o que eu considero falta de compreensão), ela é considerada desde longe a grande matrona / senhora da bruxaria e da magia.

Meu interesse com esses textos é iniciar um debate e maior esclarecimento a respeito dela, a quem tenho grande carinho e amizade.


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Deusa da magia, bruxaria, da noite, especialmente das noites sem lua (Lua Escura / lua nova), senhora dos fantasmas e da necromancia, protetora das crianças e dos cães, Hecate é uma deusa de grande poder. Os seus pais, Perses o destruidor e Asteria a estrelada, são titãs, no entanto durante a guerra entre estes e os Deuses ela viria a juntar-se aos últimos sendo uma grande mais-valia.

Por este auxílio Zeus não se poupou na recompensa e concedeu-lhe uma devida parte em todos os domínios, oferecendo-lhe poder sobre a terra, o céu e o mar e, até, sobre o submundo que a Deusa tornou a sua moradia. Mas durante a noite ela ainda sai do submundo e caminha pelo nosso mundo, fazendo-se acompanhar do seu séquito de fantasmas e anunciada pelo ladrar dos cães, os seus animais mais queridos.

O seu nome, pronunciado 'EcáTÊ, significa A Que Opera de Longe, ou A Das Mãos Dançantes, demonstrando o grande poder que a patrona de todas as bruxas, especialmente da perigosa Medeia, possuiu sobre todos nós. No entanto o seu poder de Perseis, a destruidora, é contrabalançada pelo seu aspecto de Atalos, a delicada, que cuida de todos nós, protegendo-nos de assassínio, roubo e mau-olhado, ajudando as crianças a atravessar os perigosos anos da infância sem grandes problemas.

Para além de possuir a chave do mundo, que lhe permite os seus poderes mágicos, Hécate é a guardiã dos cruzamentos, especialmente daqueles de três estradas onde era costume invocá-la durante a noite, em ritos de magia, a que a própria Deusa, ou os seus cães, responderiam. Einodia é o seu epíteto que nos revela a sua mestria sobre as vias e os cruzamentos.

A Senhora dos Cães, Skylakagetis, faz-se sempre acompanhar de um cão muito específico, negro e grande, a que as bruxas de hoje e já as da Grécia, chamariam de familiar. Em tempos esse cão fora Hécuba, mulher do Rei Príamo de Tróia, pai de Heitor e Alexandre, ou Páris, e também de Polidomus, o filho mais novo do casal que Hécuba encontrou esfaqueado, ainda bebé, pelo rei da Trácia aquando da invasão de Tróia. Em raiva a rainha matou o assassino e atirou-se da torre da cidade das muralhas douradas, mas os Deuses tiveram pena dela e antes que tivesse atingido o chão transformaram-na no cão que imediatamente Hécate adotou.

Tal como Ártemis, a sua prima, Hécate é uma Deusa que é representada com um traje curto, mas, ao contrário da primeira, possui duas tochas nas mãos e não um arco.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dicas para comemorar Litha Sabbath (in 2012)

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Litha é o grande festival da Plenitude. Marcada pela colheita farta, pela generosa Terra, pela força do sol (norte) e pelas bênçãos da chuva (sul). Mas acima de tudo, Litha é o festival do fogo, sendo ele o representante de sua plenitude e poder. Litha é festa. Isso define.

O mundo está pleno e tudo o que plantamos e colhemos agora pode ser usado em nosso júbilo. Por isso festejamos como forma de cultuar e agradecer, afinal todas as manifestações de alegria e prazer também são rituais, rituais que nós damos às nossas mães terrenas, então porque também não podemos dá-los a nossas Mães eternas?

Particularmente sou contra um ritual regrado ou marcado em Ltiha. Gosto desse Sabbath pelo que ele é, intuição, liberdade, alegria, plenitude, festa. O legal desse tempo é encontrarmos a chance de sermos nós mesmos, livres de nossas amarras e máscaras, momento de apenas nos guiarmos e deixarmos ser guiados. Por isso, não irei sugerir nada extenso, ritualístico ou normatizado para essa data, bem como acho totalmente dispensável a traçagem de um círculo convencional; uma boa limpeza no ambiente e nas pessoas basta.

Sugiro, portanto, que programe desse dia um verdadeiro feriado, a ser passado com seu grupo, amigos ou família. Um piquenique talvez, sob a força e potência do sol, ou sob o júbilo e convite da lua - isso se torna completamente de escolha sua, mas claro que temos que concordar, a noite é mais cheia de magia. Programe um momento legal e farto, divertido. Relembre brincadeiras antigas e infantis (todos somos crianças, mesmo que nos esqueçamos disso) como corre-cutia, pique-pega, cabo de guerra, mestre mandou, mímica, entre tantas outras que podem ser usadas. Adeque essas brincadeiras ao espaço, momento e pessoas que participarão, para que todos possam participar. E simplesmente passe um dia/noite pleno e feliz. Se você seguir solitariamente, não fará diferença. Você não precisa se por no rigor de um ritual ou cerimônia para comemorar, apenas comemore, apenas SEJA FELIZ e esteja com os seus.

As dicas que dou a seguir é, acorde cedo, enfeite sua casa e/ou o espaço onde será comemorado (isso dentro do possível) com fitas coloridas (azul, verde, branco, laranja e amarelo são cores bem indicadas) e flores, vista roupas alegres e coloridas, passe um tempo com a natureza, busque escutar os pássaros cantando e tente passar um dia o mais próximo possível daqueles que você quer bem e que você sabe que te querem bem. Tenha apenas um dia agradável. E se divirta como puder. De alimento, milho costuma fazer parte dessa época, pode ser interessante usá-lo e podemos fazer tantas coisas gostosas e diferentes com ele!

Mas, vamos ao que interessa, vamos aos procedimento e dicas de procedimentos mais mágicos para esse dia!

Levante um pouco antes do sol nascer. Prepare um bom suco (laranja talvez) ou use água mesmo, e de sua janela ou quintal (de preferência olhando para o nascer do sol) brinde esse momento:

Poderoso Sol, redondo e brilhante,
Na minha vida eu o saúdo neste instante
E com orgulho o honro neste dia
Por nos aquecer com os raios dourados que você irradia!

Decore o ambiente com fitas coloridas e símbolos solares (desenhos de sóis, girassóis e outros mais), enquanto estiver decorando vá repetindo (você pode pedir a uma criança para fazer isso ou para te ajudar, seria de grande poder):

Terra querida e Sol adorado,
nós agradecemos pelo trabalho realizado.
a terra floresce e juntos florescemos com alegria,
vocês nos devolveram a perfeita harmonia.
Terra querida e Sol adorado,
que cada um de nós por vocês seja abençoado,
e que suas bênçãos se espalhem por todo lugar
enquanto essas fitas estamos a amarrar!

Prepare um prato com comidas (preferencialmente doces) e regue-o com mel. Deixe-o fora de casa, de preferência ao pé de uma árvore, como uma oferenda às fadas e seres mágicos:

Fadas e seres encantados,
Duendes e elfos amados,
que sejam agora recompensados
e que sejam todos abençoados!

Se preciso for, retire as oferendas no dia seguinte e limpe o local, mas se estiver sido colocado na natureza, deixe que a própria natureza e os seres mágicos o consuma.

Em sequência, se for comemorar em grupo, deixe para fazer isso junto de todos, acenda uma fogueira, um caldeirão de fogo ou mesmo uma vela (branca) representando o Fogo de Litha. Consagre esse fogo:

Litha sagrada do fogo a brilha
por essa chama venha conosco brindar!
Plenitude, paz, prosperidade e saúde
essa chama a todos dá
e todas essas bênçãos você nos trará!

Consagrado o fogo, você pode consagrar uma vela branca (de duração a sua escolha) com essa energia, para ser acesa caso você um dia precise da Luz de Ltiha:

Esta(s) vela(s) estou agora a Litha oferecer
Para que fácil se torne o trabalho de trazer
A Plenitude em cada momento e também em nossos corações.
Ofereço-a(s) então com amor e caras emoções!

Escreva, então, em um pedaço de papel seus desejos ainda a se realizar e jogue no fogo mentalizando sua realização. Se feito em grupo, deem as mãos e recitem o encanto até que a última pessoa sinta que está feito e pare de recitar, se sozinho faça-o por você mesmo:

Do papel ao fogo,
do fogo à realidade.
Que o encanto seja feito
e do encanto prosperidade!

Por fim, se estiver com uma fogueira ou caldeirão aceso, pule o fogo como uma forma de ter sorte e deixar a negatividade para trás. Posicione-se para pulá-lo, repita o encanto e pule-o com fé no coração (apenas lembro que fortuna também é sinônimo de sorte e não apenas de dinheiro):

Saúde e fortuna esperam por mim,
pois assim quero e será assim!

Terminado, simplesmente festeje, a seu modo! E, por fim, relembro que esse festival é festa, por isso siga sua intuição e deixe a alegria reinar. Se você achar importante, pode invocar uma divindade que te inspire esse momento para festejar, como descrevi na postagem anterior. Mesa farta, danças, brincadeiras e alegria fazem esse dia!


Feliz Litha a todos!